terça-feira, 24 de janeiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
PósMortem
"Infelizmente as inteligências que raciocinam com clareza e retidão e, consequentemente, analizam (?) com acerto o que pode e deve ser norteado, sinalizado, são tidas na conta de místicas, excêntricas, irracionais. E o que é pior, quando ouvidas, na maior parte, o são defeituosamente. De maneira intencional, às vezes, OU NÃO..." JoaoBarcelosS
conforme for encontrando mais coisas, e foram muitas deixadas, vou postando... conforme minha coragem e poesia (Ângela, o poeta ESTÁ morto no corpo, mas vivo na vida...)
conforme for encontrando mais coisas, e foram muitas deixadas, vou postando... conforme minha coragem e poesia (Ângela, o poeta ESTÁ morto no corpo, mas vivo na vida...)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Sobre o Sub (e sob o sub...)
Segue o artigo na integra, contendo 37 itens, cronologicamente dispostos. Estes itens levantam a questão do possível afundamento de um submarino na costa do Rio Grande do Sul/Santa Catarina e foram parcialmente publicados no livro:
Marcas do Tempo [vide capa em postagens anteriores], de Dom Pedro de Alcântara, referente ao V Simpósio sobre Imigração Alemã (181 anos) no Litoral Norte/RS (2010).
Evento no qual foram apresentados slides que resumiam e ilustram o artigo (algumas fotos foram inseridas neste blog).
Evento no qual foram apresentados slides que resumiam e ilustram o artigo (algumas fotos foram inseridas neste blog).
Vale ressaltar... sobre o item 2, do salvo-conduto, que passaram a ser exigidos antes da segunda guerra iniciar e não em 1942 como é afirmado por Ruschel.
SOBRE O SUBMARINO
“Torres está matando a sua própria história...”. Maria Helena Tomé Gonçalves
“Teremos turbulência... teremos mais guerras, e não menos guerras”. Toffler
“Há um tipo de pretensão ao se chamar a História de Ciência”. Toynbee
A finalidade deste trabalho é o de trazer à tona um tema torrense, um tabu, uma tese teutônica, que tem, ao longo do tempo transportado transtornos: a afirmação de que em 1943, no litoral local foi afundado pela FAB, um submarino nazista. Esta afirmação está inserida no bom e belo, segundo o Professor Ruy Ruben Ruschel, Mapa Histórico de Torres, de responsabilidade do não menos elogiado Professor Dante de Laytano, o Pioneiro de nossa historiografia, editado em 1958 pela Livraria do Globo de Porto Alegre e reeditado pela prefeitura de Torres em 1978, em comemoração ao centenário de emancipação municipal.
A pretensão é oportuna em razão do surgimento, recente, bem próximo da costa, a menos de 2 km, a menos de 10 metros de profundidade, de um local de pesca conhecido como “Balsa de Ferro”, nome originado de uma embarcação deste tipo que estava sendo rebocada para o norte, quando durante uma tempestade desprendeu-se do rebocador e que teria naufragado na região. O que não aconteceu, as balsas, pois eram duas, foram recuperadas como se verá no decorrer deste trabalho que segue, numérica e cronologicamente.
Itens números 1, 2, 3 e 4 do artigo sobre o SUB
1. 09 A 14 DE OUTUBRO DE 1933, fotografia de alunos uniformizados no Morro do Farol - “A ‘Semana da Raça’ celebrada no Grupo Escolar da Vila de Torres de 09 a 14 de outubro de 1933” (manuscrito no verso) – Fonte Escola Marcilio Dias, Willy; na Casa de Cultura há uma foto original onde “raça” está rasurada para “roça”.
2. 30 DE JUNHO DE 1939, cópia de Salvo-conduto número 20 (JCS.), expedido pela delegacia de Torres em nome de Manoel Generoso Bitencourt, com destino a vários municípios do Estado de Santa Catarina, a negócios particulares.
3. 15 DE AGOSTO DE 1943, Glória (Pirataba) – Batismo de João Barcelos da Silva – nascido no dia 03 de março de 1943, conforme consta no livro 692 da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo, colônia de São Pedro.
Por que a sede da Paróquia foi transferida em 1927? e,
Por que para Colônia de São Pedro?
“No início deste século, XXI, num dia em que fui buscar meu batistelo falei com o pesquisador Sr. José Krás Selau sobre vários assuntos, inclusive sobre as razões de meu registro de batismo se encontrar na Paróquia da Colônia, atual município de Dom Pedro de Alcântara. A explicação do Sr. José Selau, como não poderia deixar de ser, não me foi convincente (na realidade os tais de ‘nossos padres’ alemães, no entre guerras, na segunda metade da década de 1920 ‘centralizaram’ a única paróquia do município de Torres, na colônia de São Pedro. Para entender a confusão é preciso comer muito feijão e ler os dois primeiros livros do próprio Sr. Selau; o livro “Raízes de Torres”, onde o Padre Delai fala da “Vida Religiosa da Grande Torres” [p.131/135] e os dois livros da história de Três Cachoeiras, com muita atenção.) (...)”. O encontro foi fotografado e gravado.
4. 31 DE AGOSTO DE 1943, Correio do Povo – “AFUNDADO PELA FAB MAIS UM SUBMARINO DO EIXO” – a reportagem não informa o local e data do afundamento, mas ocorreu no momento em que estava passando um comboio de 23 navios. Houve reação e o “violento” e “espetacular” combate foi testemunhado uma vez que o submarino não submergiu, revidando os ataques dos aviões na superfície.
Este foi o “décimo quinto submarino abatido em nossos mares”. Destes quinze, apenas nove tem indicação de local, portanto, faltam localizar seis submarinos.
Marcadores:
Sob o Sub (muita coisa)
Itens números 5, 6, 7 e 8 do artigo sobre o SUB
5. 14 DE SETEMBRO DE 1943, Correio do Povo – “MAIS UMA VITÓRIA DA FAB” – notícia procedente do Rio de Janeiro e o fato tem data de 31 de julho de 1943. (Cruzando os dados, provavelmente este fato refere-se ao afundamento do submarino U-199, do tipo IXD2, comandado pelo Tenente Hans-Werner Kraus).
6. 24 DE SETEMBRO DE 1943, Correio do Povo – “EXALTOU A BRAVURA DO PILOTO AMERICANO QUE AFUNDOU O SEU SUBMARINO” – a reportagem não informa o local e a data do afundamento do submarino. As palavras do título, que anunciam a matéria, foram proferidas em reportagem, com fotografia, cuja legenda diz ter a mesma, sido concedida pelo comandante Friedrich Geggenberg, hospitalizado e fotografado em Recife.
O fato refere-se ao afundamento do submarino U513 tipo IXC, ocorrido em 19 de julho de 1943, ao largo de Florianópolis, cujo combate também ocorreu na superfície.
7. 31 DE OUTUBRO DE 1943, Correio do Povo – “POSTO A PIQUE PELA FAB, NA ALTURA DA COSTA FLUMINENSE, UM SUBMARINO ALEMÃO” – Conforme a Agencia Nacional: “Rio, 30 – Urgente”, às 9 horas e 15 minutos, à altura de Cabo Frio. O fato refere-se ao afundamento do submarino U-199, do tipo IXD2, comandado pelo Tenente Hans-Werner Kraus, ocorrido em 31 de julho de 1943 (refere-se ao fato mencionado no item 5).
“... quando as primeiras bombas de profundidade abalaram o submarino, que se encontrava à superfície, com tripulação a posto, dando combate aos nossos aviadores”.
8. 29 DE NOVEMBRO DE 1949, Diário de Notícia – “NOVO E AMPLO SALÃO DE REFEIÇÕES SERÁ INAUGURADO PELO BALNEÁRIO ‘FAROL HOTEL’, NA PRESENTE TEMPORADA” – “... contando já com CAMPO DE AVIAÇÃO EM BOAS CONDIÇÕES, DE PROPRIEDADE DA FAB, esperam também, possivelmente ainda na presente temporada, interessar uma das companhias que fazem as linhas internas do Estado, na manutenção de serviço regular de transporte de passageiros e cargas para Torres, pelo menos, durante o período de verão”.
Itens números 9 e 10 do artigo sobre o SUB
9. 1958 – CARTOGRAFIA - MAPA HISTÓRICO DE TORRES. Dados coligidos por D. de L. e desenhos das ocorrências e riscos geográficos de Ernest Zeuner, Livraria do Globo. Porto Alegre, 1958.
10. 23 DE DEZEMBRO DE 1961, Folha da Tarde, à página 10 - “O PASSADO ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA”, Archymedes FORTINI
“Somos um dos que vem acompanhando a existência da VARIG desde o momento em que Otto Ernesto Meyer deu a conhecer a sua iniciativa de organizar uma empresa de navegação aérea sob bases comerciais, (...), havia de se tornar uma grande potencia aérea até no estrangeiro.
Está agora no conhecimento de todos.
E graças a bondade do senhor José Picoral podemos ilustrar esta crônica com antigas fotos apanhadas há quase 30 anos e que dão uma idéia dos esforços então para os transportes aéreos darem os seus bons resultados.
- X – X – X -
Em 1934 (...) Ainda não existia naquela época, campo de pouso em Torres e os aviões ‘Junkers’ a terrissavam na praia. (...)
Pouco tempo depois o Sr. Ernesto Meyer mandou construir um campo de pouso as margens do Mampituba. Em uma semana de serviço dirigido pessoalmente pelo Sr. Meyer, já o campo estava em funcionamento. (...)
- X – X – X -
Também Hidro-aviões da ‘Condor-Sindikat’, que vinham do norte, desciam na Lagoa da Itapeva (situado cerca de 10 Km de Torres), para se abastecerem de gasolina. (...)
Muitas vezes os Hidro-aviões que vinham do Rio, quando havia lugares vagos recebiam passageiros naquele ponto, e uma hora de vôo, estavam os veranistas em Porto Alegre”.
A reportagem é ilustrada com quatro fotografias, duas do avião Livramento da VARIG, na praia de Torres, campo de pouso improvisado (na Praia Grande) e uma do Hidroavião Riachuelo na Lagoa da Itapeva e outra do ponto de abastecimento na mesma Lagoa. O José Picoral mencionado deve ser o que o professor Ruschel costuma chamar de “Zequinha Picoral”, seu tio, o cineasta, casado na Alemanha com uma cidadã alemã, pois senhor José Antonio Picoral já havia falecido há bastante tempo à época da reportagem (tais dados devem tratar-se da mesma pessoa do item abaixo).
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