domingo, 10 de abril de 2016

JoaoBarcelosS: Democracia...

JoaoBarcelosS: Democracia...

Democracia...

Democracia era o que meu pai clamava

[hoje consegui lembrar, sem seus escritos, em mãos, "mal traçados" como ele dizia]  deixei uma lacuna em seu texto: sexta-feira, 6 de abril de 2012  -  São João do Sul / Passo do Sertão. Por não entender a sua letra quando a digitava. 
Lembrei o que não conseguia ler nas letras dele... A palavra que completa esta lacuna deixada, lida hoje, lembrei, é:

D E M O C R A C I A!    \o/

http://joaobarceloss.blogspot.com.br/2012/04/sao-joao-do-sul-passo-do-sertao.html

o óbvio Ululante...

domingo, 4 de maio de 2014

Tres Textos de Torres [TTT]

CEMITÉRIOS E MISTÉRIOS
“E peço, quando eu/morrer/não me por em cemitério/existe muito mistério”. Vitor Ramil/Gaudério/Ramilonga

            No livro “Paróquia de Sombrio” o Padre Raulino Reitz informa que um dos cemitérios da localidade de Espigão de Barro foi inaugurado com a morte do primeiro rebelde “maragato”, Camilo Manoel da Silva, que o autor do livro “Praia Grande –cidade dos canyons, 180 anos de história”, apesar de citá-lo não sabe de quem se trata. Diz também o referido sacerdote, na mesma obra, que a história da Paróquia de Sombrio foi iniciada com a compra de uma sesmaria, 1820, por Manoel Rodrigues da Silva e seu irmão Luciano, e que na mesma região de Espigão de Barro o pai de Manoel Rodrigues foi retirado da cama de madrugada e morto pelos pica-paus, o que causou uma revolta que se espalhou por toda a região, Rio Verde, Passo do Sertão e outras localidades.
            Da localidade de Tenente, cujo nome, conforme o mesmo religioso, na mesma obra, está ligada a morte de um oficial republicano em luta com os federalistas, até Praia Grande existem mais de dez cemitérios, uma quantidade espantosa, levando-se em consideração a pequena distância, relativamente, entre as duas localidades, trecho em que segundo algumas pessoas ainda hoje se ouve, em noites enluaradas, junto a árvores antigas, gritos de despedida: “Adeusssssss, meu Paiiiiiiii! Adeusssssss minha Mãeeeeee!” A respeito é interessante citar o escrito “A Cidade das Águas -  Torres-RS”, publicado na página central de “Ler & Cia”, nº. 10, de janeiro de 2001, na parte referente à Lagoa do Violão: “Conta-se que durante a revolução de 1893 alguns prisioneiros foram degolados em suas margens. Isso era razão para os gemidos que diziam se ouvir à noite”.
             Nesta época, quando em Torres vivia o poderoso, político e polêmico padre J. Lamônaco, que alguns insistem em grafar “Lomônaco” ou “Lomonoco”, essa cidade possuía dois cemitérios: um oficial em cima do Morro do Farol, em cuja porta aconteceram fuzilamentos, e outro clandestino no sopé sul-serra do mesmo Morro, que Manoel Jausino e Ernani Hoffmeister chamam de “cemitério velho” e o Dr. João Aires da Silva, grande conhecedor de assuntos históricos e, principalmente, geográficos da região, chama de “cemitério dos degolados”, local onde pessoas eram executadas. A respeito é extremamente esclarecedor a informação de Jovina da Silva Coelho, de quase 90 anos lúcidos, residente no Passo de Torres-SC, filha de José Rodrigues da Silva Filho, neta de José Rodrigues da Silva, bisneta de Manoel Rodrigues da Silva, sobrinha de outro Manoel Rodrigues da Silva, o maragato, irmã de José Rodrigues da Silva Neto: a de que seu avó José Rodrigues da Silva foi preso em Praia Grande e executado em Torres, sendo enterrado, por um parente chamado Maneca Porto, nas areias da Praia da Cal, entre a Lagoa do Violão e o Morro do Farol, a poucos metros, portanto, do chamado “cemitério dos degolados”.
            Sobre as peripécias dos restos mortais do polêmico padre de origem italiana e sobre a chegada de italianos na região, que um escrito de Sombrio e vários de Torres, equivocadamente, afirmam ter ocorrido antes de 1875, por razão de tempo e espaço, abordarei em uma próxima oportunidade, se Aquilo que prefiro chamar de “Sem nome” ou “Sem fim”, e que os vários grupos bíblicos (monoteístas) chamam de Jeová (mosaístas), Deus (cristãos), Alá (maometanos), que os védicos (e outro politeístas) conceituam de formas variadas, e que os ateístas, sejam eles laoteseanos, confucianos, marxianos, krishnamurtianos e etc., preferem não definir, assim o permitir.
            Outubro de 2001



“O SEQUILHO” REVISITADO
            Falei com pessoas de mais de 50 a quase 100 anos que de alguma forma conhecem o assunto. Ainda não foi possível uma conclusão definitiva sobre o “Homem da Igreja São Domingos”, que é evitado por estudiosos e pesquisadores, mesmo como “lenda”.
            Uma dona de casa, quando saia do Grupo Escolar Marcílio Dias, no Morro do Farol tinha muito medo de passar próximo da igreja por causa do “Homem Seco”. O mesmo acontecia com uma professora, hoje aposentada, ao passar próximo da sacristia da mesma igreja, por causa do “Homem Ruim”.
            Heitor M. Carneiro, irmão da minha primeira professora (1951-53), afirma que mesmo acompanhado por um primo, provavelmente antes de 1950, não teve coragem de encarar o “Homem Monstruoso”. O mesmo aconteceu com um carpinteiro que na hora “H” fraquejou e não teve coragem de entrar na peça em que estava o “Velhinho Seco”.
Um antigo balconista da Casa Oscar Raupp, hoje aposentado e com mais de 70 anos, que nasceu e se criou a poucos metros da Igreja São Domingos, com muito medo cansou de ver o caixão preto do falado “Homem Seco”, juntamente com outros guris da época.
Outra pessoa, com quase 80 anos de idade, informa que viu o “Ruindade” enrolado num couro, que chacoalhava como um porongo seco, o que o sacristão dizia que se tratava do corpo de “Mané Rodrigues”, o qual vinha a ser até parente do informante por parte de mãe.
A senhora Jovina da Silva Coelho, com quase noventa anos, filha de José Rodrigues da Silva Filho, um dos comandantes maragatos da região, neta de José Rodrigues da Silva, simpatizante maragato morto em Torres e sepultado às pressas nas areias da Praia da Cal, entre a Lagoa do Violão e o Morro do Farol, por tanto perto do cemitério “velho” ou “dos degolados”, e bisneta de Manoel Rodrigues da Silva, falou-me: “dizem que o corpo do meu bisavô está na Igreja São Domingos”.
Uma senhora, com quase 100 anos de idade, perfeitamente lúcida, afirma que viu o “Homem Misterioso rejeitado pela natureza”, atrás de uma cortina, dentro da Igreja São Domingos, por volta da segunda década do século XX.
O padre Raulino Reitz na “História da Paróquia do Sombrio” narra que Manoel Rodrigues, irmão de Luciano Rodrigues da Silva, proprietários da Sesmaria dos Curralinhos, e genro de Manoel Ferreira Porto, foi sepultado na primeira capela de Torres, juntamente com sua esposa, informação praticamente confirmada por uma reportagem do jornal “Folha da Manhã” de Porto Alegre, em 1973, sobre restos mortais encontrado na frente do Farol Hotel.
O estudioso e pesquisador José Krás Selau, que tem conhecimento do assunto do “Homem da Igreja” e afirma que Rui Ruben Ruschel também tinha,  no livro “Colônia de São Pedro – Um pedaço da história”, informa que o Padre José Silva, por ser simpatizante do Espiritismo, foi praticamente corrido de Torres em 1913, portanto 2 anos após a morte do Padre Lomônaco, influente político local, governista, na virada dos séculos XIX e XX.
Na torre da Igreja São Domingos, além da imagem de “Nosso Senhor dos Passos”, existe outra imagem de Cristo, fora da cruz, conhecida por “o Senhor Morto”. Além das imagens sacras, a referida torre, abriga, por dentro e por fora, sem nenhuma indicação precisa, restos mortais humanos.
Embora os últimos dados escritos e último fato descrito, todos facilmente verificáveis, lancem alguma luz sobre o mistério do “Homem Seco” continuo com fortes razões para desconfiar que aquilo que o seu “Neném”, pai do Adriano, conhecido do Heitor, vizinho do seu Ernani e de Antônio Jausino, conhece  por “o Sequilho”, tem relação com a morte e sepultamento do simpatizante maragato, nas proximidades do cemitério “velho” ou “dos degolados”.
A matéria terá desdobramentos.
Torres, abril de 2001.
CEMITÉRIOS
            Na torre norte e suas imediações, ou o Morro do Farol como é mais conhecido, onde se iniciou a cidade de Torres, existiram no mínimo três cemitérios.
            O último, que foi desativado na primeira metade da década de 1950, já existia em 1894, ano em que em sua porta ocorreram no mínimo dois fuzilamentos, localizava-se exatamente no “estacionamento” existente no alto do Ponto geográfico antes referido, de frente para o mar.
            O penúltimo, que segundo Ruy Ruben Ruschel foi criado entre 1861/1862, e foi desativado após 1898, em razão da invasão das areias, é também conhecido por “cemitério dos degolados”, conforme informação do veterinário aposentado e médico atuante João Aires da Silva.
            O ante penúltimo, ao que se sabe, estava localizado próximo da SAPT, na frente do Farol Hotel, onde em 1973 foram encontrados esqueletos do casal Cândida e Manoel Rodrigues da Silva, genro de Manoel Ferreira Porto e pai de José Rodrigues da Silva. Seria este o cemitério que ficou pronto juntamente com a Igreja de São Domingos, de que fala Francisco de Paula Soares, quando estava para receber os imigrantes alemães, ou haveria outro junto à mesma Igreja como afirmam alguns?
            Fica, no mínimo, mais uma indagação: não é muito cemitério para uma pequena localidade do século XIX, mesmo tendo passado por duas revoluções sangrentas, em menos de seis décadas, a dos farrapos e a dos federalistas? 
            De se notar que as datas entre o fim do penúltimo (após 1898) e o início da existência do último (1894), estão mais do que “apertadas”, para não dizer incongruentes.

“INCURTURA E INGNORANÇA”
            “Jamais conheci, em todo o Brasil, um povo e um lugar

tão atrasado como  Torres”.

Tuta pelo meio... TTT

Prefácio (se for pequeno)
Preâmbulo (se for texto leve)
Prolegômenos 
A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a História. A estória, às vezes, quer ser um pouco parecida à anedota.

“Aletria e hermenêutica”, T., p.3.

eu me atrevendo a pedido... [Ânj@]

sexta-feira, 6 de abril de 2012

São João do Sul / Passo do Sertão





          Há Milhares de anos as terras pertencentes ao município de Saõ João do Sul eram habitadas por pessoas americanas que os invasores europeus denominavam de índios. Estas pessoas, como grupo étnico-social, estavam praticamente extintas já no século XIX, quando os irmãos MANOEL e LUCIANO RODRIGUES DA SILVA, em 1820, adquiriram, por compra, extensas áreas de terra, SESMARIAS, que compreendiam a maior parte de área do município.
          Curralinhos, hoje pertence ao municípiodo Passo de Torres, considerando o início do povoamento de Sombrio, por maior razão (?letra pouco legível?) também, deve ser considerado o início do povoamento de São João do Sul, bem como de outros municípios da região, especialmente o próprio Passo de Torres, onde são numerosos os descendentes dos irmãos RODRIGUES DA SILVA.
         Manoel RODRIGUES DA SILVA, genro de Manoel Ferreira Porto, que é considerado um fundador de Torres-RS, fez a primeira capela desta localidade [(...)]  onde foi sepultado com a esposa (provavelmente Cândida de Lima Porto)
          Em meados do século XIX, antes portanto, do início da chegada dos alemães na região, haviam moradores remanescentes de americanos (Bugres) e descendentes de Portugueses e seus escravos africanos (e/ou mestiços).
          No final do século XIX, após a proclamação da Republica, com a chegada demais alemães, tivemos o sepultamento do primeiro rebelde e foi iniciado o cemitério em Espigão de Barro, hoje pertencente ao município de Praia Grande-SC.
          Os rebeldes, 'maragatos' e federalistas lutaram contra os governistas, 'pica-paus' e republicanos, que degolaram o pai de José Rodrigues da Silva Filho (1867-1963), cujo irmão GORDIANO morreu em um combate em Araranguá no final do mês de agosto de 1894. Nesta época foi morto ARMANDIO   BORBA em Pinheiros, perto do então Passo do Sertão, e onde, também, mas já na década de 1920, foi morto JACINTO OLIVEIRA ligado aos pica-paus.
        No início do século XX, os avós paternos do autor, APOLINÁRIO JOSÉ DA SILVA e BALDUINA JOANA DE JESUS, filhos de mulatos, sendo que alguns foram escravos, residiam no chamado Passo do Sertão, onde nasceram, viveram e estão sepultados. Eram, portanto pessoas influenciadas pelos acontecimentos da época, pois ambos, que eram primos irmãos nasceram nas proximidades da Abolição da Escravatura e da Proclamação da República.
      O segundo filho do casal, BARCELLOS APOLINÁRIO DA SILVA, pai do autor, nasceu em Primeiro 01-01-1914 e faleceu em 03-1951, em sua residência, na Sanga da Madeira e foi sepultado no Passo do Sertão onde havia nascido.
        O autor, terceiro filho de APOLINÁRIO, nasceu em março de 1943, em Furquilhina (?), São João do Sul, onde seus avós haviam adquirido uma propriedade maior (já que a do Passo do Sertão havia se tornado pequena em razão do crescimento da família) e foi batizado em Pirataba-TORRES- RS.
         Os avós paternos, mulatos, descendentes de mulatos que tinham sido escravos, herdaram terras e alguns de seus parentes próximos envolveram-se em brigas com pessoas de ascendência alemã e italiana, nas quais mataram e morreram.
          Os irmãos do avó e da avó, paternos, que não eram poucos, também herdaram terras de JUSTINA PERREIRA DA SILVA e PAULINO PEREIRA DA SILVA, respectivamente. Este era o pai do avó do autor, e era casado com JOANA CECILIA DE JESUS, que era irmã de PAULINO. Seus filhos APOLINÁRIO JOSÉ DA SILVA, DIOGO, JOÃO, LEÔNCIO E .............. eram filhos de "seu senhor" ZÉ RODRIGUES.
          Para Alvin Toffler, que desenvolveu a chamada Teoria das ONDAS, o Brasil vive, ao mesmo tempo, hoje, a Primeira, a Segunda e a Terceira ONDA. Segundo o principal critério toffleriano, que é, a rigor, ECONÔMICO, historicamente, a Primeira ONDA, agricultura, aproximava-se do início de seu declínio, enquanto no Brasil estava apenas iniciada. A Segunda ONDA, a industria, começava a rolar pelo mundo, ainda na visão de Toffler, e o Brasil-Colônia, escravocrata, continuava em plena Primeira ONDA. Assim permanecendo até depois de meados do século XIX, quando a avassaladora força da revolução Industrial passou a mudar o mundo, deslocando a arraigada situação agrícola.
          É neste contexto que acontecem os choques locais após a Abolição da Escravatura e a criação do novel republicano.
         Os RODRIGUES DA SILVA, descendentes de sesmeiros-escravocratas, rebeldes, representantes da Primeira ONDA, lutaram contra empreendedores-invasores, governistas, representantes da Segunda ONDA, tal como ocorreu na guerra Civil Norte Americana e, já neste século, na revolução Russa e Chinesa.
         Em todos estes choques, as forças da Segunda ONDA, industriais venceram as forças da Primeira Onda, agrícolas, razão pela qual a história de JOSÉ RODRIGUES DA SILVA FILHO e seus irmãos está mal contada, pois foi contada pelos seus "inimigos", que não são melhores nem piores, são simplesmente o Outro Lado ('Ai dos vencidos', dizia Breno, o chefe Gaulês aos Romanos, diante de uma balança viciada).
       Hoje, quando todas as injustiças e desgraças estão esquecidas e sepultadas e assim devem permanecer, quando maragatos e, agora, Chimangos [Gremistas e Colorados?! grifo nosso!], com lenços vermelhos e brancos podem até confraternizar em paz, devemos lembrar que estamos num "olho de furacão", o surgimento na civilização mundial da chamada Terceira ONDA, teremos na história a sociedade de serviços, que lutará contra [e a favor] a Primeira (agricultura) e a Segunda (industria) ONDA, simultaneamente, e, segundo entendo, 'teremos turbulência', para empregar palavras e raciocínios da própria teoria toffleriana. Que, por razões óbvias, foi exageradamente simplificada. Pois, segundo o renomado estudioso, ele deixa entrever, com o que concorda plenamente o desconhecido autor destas mal traçadas linhas, outras ONDAS, nos mais variados campos, além do puramente econômico, como no campo político por exemplo, estão ocorrendo. O que complica ainda mais e enormemente toda a situação. O homem chegou num ponto que as forças do Acaso e do Destino precisam do fermento da l.............dada, inteligência. A Evolução terá de ser consciente, ou não será, nem mesmo no pacífico Sertão dos antepassados do autor, onde tudo está muito misturado. João Barcelos DA SILVA (entre 2008 e 2010).


ainda será acrescentado fotos a este texto, o primeiro publicado depois da sua morte em 26 de julho de 2012.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Minha alma começou a agitar-se como sempre acontece quando encontro alguém que pressinto seu um buscador verdadeiro...KenWilber
http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?gwt=1&uid=6667766041226651277&aid=1240764334&pid=1240794358728

fotos antigas no Orkut...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PósMortem

"Infelizmente as inteligências que raciocinam com clareza e retidão e, consequentemente, analizam (?) com acerto o que pode e deve ser norteado, sinalizado, são tidas na conta de místicas, excêntricas, irracionais. E o que é pior, quando ouvidas, na maior parte, o são defeituosamente. De maneira intencional, às vezes, OU NÃO..." JoaoBarcelosS 


conforme for encontrando mais coisas, e foram muitas deixadas, vou postando... conforme minha coragem e poesia (Ângela, o poeta ESTÁ morto no corpo, mas vivo na vida...)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010